Vacinas

Resolvi escrever este artigo após as notícias do retorno de doenças que haviam desaparecido no nosso País. Me sinto responsável, como profissional da saúde, em  divulgar informações seguras e baseadas em pesquisas científicas sérias, que possam tranquilizar os pais nos cuidados aos seus filhos. Como diz o ditado “prevenir é melhor do que remediar”.

Até o momento, o Brasil registrou 677 casos de sarampo e recebemos o alerta de risco de retorno da poliomielite que desde 1990 estava erradicada no Brasil, graças a vacina. Com a globalização e a facilidade de transitarmos por outros continentes, se não estivermos vacinados, podemos trazer a doença para o Brasil e transmitir para alguém que não esteja imunizada. Portanto pessoas que não estão imunizadas podem trazer doenças erradicadas e contaminar outras pessoas.

Desde 2011 observa-se a queda de cobertura vacinal, talvez o desaparecimento da doença, pode ter dado a impressão de que a vacinação seja desnecessária. Outro motivo, pode ser as Fake News, que se espalham mundialmente e que aumentou 300% os casos de sarampo na Europa, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Vale alertar que estudos que advogam contra as vacinas, são de evidência científica fraca e alguns cientistas foram condenados por fraudes. Mas como qualquer medicamento, as vacinas podem causar efeitos adversos, no entanto, os benefícios são muito maiores do que as reações adversas.

Alguns exemplos de reações adversas:

  • BCG (protege contra tuberculose): 10%  apresentam gânglios ou abscessos na pele e axilas.
  • Penta (protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite, infecções graves pelo Haemophilus influenza tipo b): Geralmente entre as primeiras 48 a 72 horas que se seguem à sua aplicação, sendo o componente pertússis (coqueluche) o principal responsável por reações leves ( dor, febre, edema no local da aplicação), de resolução espontânea e desprovida de complicações ou sequelas, não constituindo contraindicações para a administração de doses subsequentes da vacina.
  • Tríplice viral (Sarampo, caxumba e rubéola): -0,1% apresentam reações locais e 1 para cada 2,5 milhões de pessoas vacinadas apresentam inflamação das meninges e associação com o autismo foi descartada.

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alerta para os riscos do sarampo que pode causar graves problemas de saúde, como pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. Por isso, é importante tomar medidas para prevenir a introdução e disseminação do vírus do sarampo. A principal delas é a vacinação da população suscetível.

Outro detalhe importante é que o calendário vacinal abrange crianças, adultos, gestantes, idosos, indígenas. Portanto toda a população pode procurar a unidade básica de saúde para se informar e receber as vacinas.

Entre os dias 6 e 31 de agosto, a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo vai reforçar a proteção de crianças de um a menores de cinco anos contra essas doenças já eliminadas no Brasil.

Fonte:

http://bvsalud.org/

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf

http://agenciabrasil.ebc.com.br