Caderneta de Saúde da Criança

O que é a caderneta de saúde da criança?

Os pais recebem a Caderneta de Saúde da Criança, de forma gratuita, nas maternidades e lá, tem informações importantíssimas. É um diário sobre o nascimento do bebê com o peso, comprimento ao nascer, como foram as condições de nascimento da criança. Mas não é só isso, também tem orientações para os primeiros cuidados com o bebê, de como facilitar o aleitamento materno, como cuidar do umbigo, receita de soro caseiro, aspectos do desenvolvimento da criança e ainda consta algumas recomendações para prevenção de acidentes na infância entre outras informações.

Não esqueça de levar a caderneta de saúde da criança nas consultas de rotina com o profissional de saúde e no dia de vacinação. A caderneta também é solicitada no momento da matrícula na escola.

Uma novidade que o Ministério da Saúde criou foi o Aplicativo “vacinação em dia”, disponível para auxiliar os pais a manterem as vacinas em dia e tem a opção de notificação para não correr o risco de esquecer.

Eu acredito que informações seguras e de qualidade é empoderador e ler toda a caderneta nos primeiros dias de vida do bebê pode deixar os pais mais seguros.

O link para acessar a caderneta para menina:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_crianca_menina_11ed.pdf

O link para acessar a caderneta para menino:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_crianca_menino_11ed.pdf

Acompanhe nossa agenda de cursos. Está disponível nas redes sociais e para solicitar mais informações o contato por telefone: (51) 9 8405-6323

Um grande abraço.

Amamente o bebê no momento da vacina

Que momento difícil para as mamães e os papais a vacinação dos filhotes! Algumas mamães relatam que não conseguem ficar na sala de vacina, solicitam para os pais segurarem o bebê e choram junto com o bebê. 

Mas o Ministério da Saúde no manual de normas e procedimentos para vacinação de 2014 na página 50 publicou a seguinte recomendação: Caso a criança esteja em aleitamento materno, oriente a mãe para amamentá-la durante a vacinação, para maior relaxamento da criança e redução da agitação. Pois a sucção produz analgesia natural!

 Baseado em evidências científicas, a OMS elaborou um documento recomendando a amamentação durante a vacinação. O leite materno contém endorfina, substância química que ajuda a suprimir a dor. É uma boa ideia amamentar o bebê na hora da vacina. Ajuda a superar a dor e o leite materno também reforça a eficiência da vacina (Castro, 2012). A amamentação é uma estratégia natural, facilmente disponível, fácil de usar e livre de intervenção que pode ser facilmente adotada pelos prestadores de cuidados de saúde e pais (Shah, Aliwalas & Shah, 2006).

Portanto, vamos divulgar essa informação e acabar com o sofrimento e dor dos bebês, mamães e papais durante a vacinação.

Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_vacinacao.pdf

Nos siga nas redes sociais e no blog, vamos compartilhar informações baseadas em evidências científicas com qualidade.

Abraço.

Os benefícios da amamentação exclusiva

A amamentação poderia evitar mais de 820 mil mortes de crianças menores de 5 anos no mundo, por isso é um assunto que não deve ser negligenciado pelas futuras mamães e pelos profissionais da saúde. A prevalência de amamentação exclusiva até 6 meses de vida do bebê em Porto Alegre é de 38,2%. A prática alimentar inadequada nos primeiros 2 anos de vida está associada ao aumento de doenças infecciosas, desnutrição, excesso de peso, carência de nutrientes como ferro, zinco e vitamina A.

O aleitamento materno promove a saúde mental, psíquica e física da mãe e da criança.  Mas segundo Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF, as mães não recebem apoio suficiente para poderem amamentar, mesmo por profissionais de saúde.

A OMS e a UNICEF recomendam não afastar a mãe e o bebê logo após o nascimento, permitindo o contato pele a pele e o início da amamentação com orientações e apoio dos profissionais da saúde. Ainda há locais que desperdiçam o colostro e oferecem ao recém nascido fórmula infantil e água com açúcar. 

O colostro é o primeiro leite da mãe, rico em nutrientes e anticorpos importantíssimos para a saúde do bebê.

A OMS e o Ministério da Saúde recomendam que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até aos seis meses, sem necessidade de fornecer nenhum outro líquido, nem mesmo água, chá, ou suco. As mães devem se preparar para amamentar sem horário marcado e pelo tempo que o bebê determinar. É preciso reconhecer os sinais de fome do bebê que são: Procura pelo seio materno (virando a cabeça para os lados), sugar as mãozinhas, choro. No Brasil 42,9% iniciaram a amamentação na primeira hora de vida do bebê. 

A partir dos 6 meses de vida a criança deve receber frutas, verduras, legumes e comida salgada.

Fonte: II pesquisa de prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e DF 2009.

Quer receber informações sobre amamentação e cuidados ao bebê? Nos acompanhe nas nossas redes sociais e no blog.

Abraço.

O Nascimento do Pai

Inúmeros estudos abordam as necessidades e vicissitudes da relação materno infantil, relegando ao pai um papel secundário. Contudo, também ao pai, ocorrem transformações que são percebidas com muita intensidade, desde o período da gestação até o nascimento do filho.

Felizmente ao longo dos anos este papel do pai vem sendo cada vez mais discutido, isso faz com que novas ideias componham um cenário de mudanças para o aumento da participação do pai na relação com a esposa/mãe e com o filho.

Em contrapartida às crescentes estatísticas de abandono dos pais para com suas responsabilidades frente as mães e aos filhos, também aumentam o número de pais preocupados com o desenvolvimento de seus filhos e um melhor relacionamento com suas parceiras.

Contudo a transição para a paternidade é uma tarefa que exige atenção. A partir do nascimento do bebê, os pais podem viver experiências que não estão ligadas exclusivamente ao que está ocorrendo naquele momento. A experiência de ver seu bebê nascer faz emergir afetos ligados a própria experiência de nascimento e sua relação com a mãe e o pai. Este novo pai, ao reviver esta condição através da figura do filho pode projetar na figura da mãe as necessidades e desejos que foram, outrora seus em relação a sua mãe. Desta maneira as experiências prazerosas ou aflitivas vividas pelo filho podem gerar reflexos no pai que interpreta as situações considerando suas memórias afetivas. Esta condição leva este pai a demandar da sua esposa algo que tem mais relação com sua experiência de filho do que com necessidade real do seu bebê. Por isso é de suma importância, pensar e discutir afim de elaborar suas questões, para que não venham a interferir de modo negativo nas relações familiares.

Embora muitos pais sintam-se realizados por sua participação ativa na vida dos filhos, ainda sofrem preconceitos. Em razão desta dedicação, profissionalmente podem se sentir penalizados pela demanda de tempo para o trabalho ao qual, o mercado, cada vez mais competitivo impõe. Para além disso também legalmente não são respaldados, pois são previstos tempos muito menores de licença para os pais. Urge então, pautar frente as instâncias governamentais, o aumento do tempo de licença paternidade para compor com a mãe nos cuidados para com as\os bebês.

Apesar do efeito midiático que produz discursos de rechaço para com atitudes desrespeitosas às necessidades da maternidade e do desenvolvimento do bebê, é razoável que se avaliem todas as possibilidades de acolher os medos e anseios dos futuros pais para que possam elaborar esta nova condição. Grupos onde pais podem trocar ideias, mas sobretudo afetos, contribuem muito para entender este processo de nascer do pai.

Texto escrito por: Fabian Tonin Zanotto, marido da Camila,   pai do Leonardo e da Manuela, psicólogo, entusiasta das relações humanas, interessado em marcenaria, motos e churrasqueiro de final de semana.

Convidamos para o encontro de pais

Responsável pela atividade: Fabian Tonin Zanotto

dia 09 de agosto às 19 horas

Local: Manas Loja e Espaço Coletivo. Rua : 24 de Outubro, 1681.

Mais informações: (51) 9 8405-6323 Michele

Se preparando para amamentar

Durante a gestação o bebê vive em total inconsciência alimentar, pois é nutrido pelo cordão umbilical.  Após o nascimento, o bebê vai buscar, no aconchego do colo materno, reviver as sensações que tinha no útero. E a amamentação será o acolhimento, a proteção e o vínculo.  Amamentar é doar-se por inteiro àquele novo ser e proporcionar uma adaptação tranquila após nascimento.

Para isso, a mãe necessita estar bem informada e preparada para saber amamentar e auxiliar o seu bebê.

Organizei este artigo com respostas para algumas perguntas frequentes das gestantes.

  • Como podemos preparar o seio para amamentar?

Em geral, não é aconselhável passar bucha no seio, pode lesionar a pele. Não passe creme hidratante na região dos mamilos. O recomendado é deixar as mamas expostas ao sol, sem sutiã, por 15 minutos. Nos horários até 10 horas da manhã ou após às 16 horas.

  • Qual melhor Sutiã?

O recomendado é  usar um sutiã que seja confortável, de algodão, tenha alças largas e uma boa sustentação, não tenha ferro para não machucar os seios e que os seios fiquem totalmente dentro do sutiã.

  • Formato dos mamilos podem influenciar na amamentação?

Durante a gestação, os hormônios vão preparando as mamas para amamentação. É importante auxiliar o bebê na “pega” ao seio materno que não deve ser somente na região dos mamilos. A mãe deve estimular o bebê para abrir a boca de forma que fique visível uma pequena região da aréola.

  • Quanto tempo deve ser cada mamada?

Recomenda-se mamadas frequentes, sem horário e duração pré-determinados (livre demanda), ou seja, o bebê deve mamar sempre que demonstrar sinais de fome.

  • Quais são os sinais de fome?

O bebê coloca as mãos na boca, abri a boca em busca da mama, faz movimentos de sucção e o choro.

Convido você, para curtir nosso blog e os canais nas redes sociais para acompanhar as publicações com informações sobre amamentação, prevenção de acidentes na infância e outros temas pertinentes ao cuidado na infância.

Abraço.

Sabe como a Finlândia conseguiu ter o baixo índice de morte súbita infantil?

Em 1930 a mortalidade infantil era muito grande na Finlândia e a população estava passando por uma crise financeira. O Governo começou a distribuir caixas de papelão com um fino colchão nas maternidades e esse hábito se propagou até os dias de hoje.

Com isso os índices de mortalidade infantil são os menores do mundo. Esses índices se devem ao fato do bebê não dormir na mesma cama do casal, o que é fator de risco para morte súbita, segundo a Academia Americana de Pediatria.

Outros cuidados que se deve ter é não ter objetos no interior berço, como brinquedos por exemplo. Ter colchão fino e sem travesseiro. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda colocar o bebê para dormir de barriga para cima, evitando sufocamento, em caso de vômitos.

É possível restringir o espaço do bebê no berço com rolo de toalha de banho em formato da letra “u”, assim o bebê se sente mais seguro promovendo um sono tranquilo.

 

O sling é o carregador seguro

Uma pesquisa realizada no Canadá e publicada na revista médica Pediatrics, descobriu que o uso de sling por três horas por dia reduziu o choro do bebê em 43% no geral e em 54% durante a noite. O choro do bebê causa liberação de hormônios do estresse em bebês e adultos. Assim, menos choro significa menos estresse e ansiedade tanto para o bebê quanto para os pais.

O sling promove o desenvolvimento físico do bebê. O posicionamento vertical de uma criança carregada promove a força do pescoço e o controle da cabeça. O posicionamento plano dos assentos e berços não promove esse desenvolvimento físico. O movimento constante de carregar não é apenas calmante para o bebê, mas também promove o equilíbrio e o desenvolvimento da orelha interna.

Sling melhora a produção de leite materno e amamentação. O contato físico com a criança faz com que as mães liberem um hormônio chamado ocitocina. A ocitocina promove a descida do leite materno. Muitas mulheres também são capazes de amamentar o bebê no sling, permitindo um fácil manuseio sem as mãos, o que é especialmente útil para mães com mais de um filho.

O sling promove o desenvolvimento neurocomportamental e fala. Os bebês carregados têm uma visão do mundo em constante mudança. Eles estão expostos a vozes variadas, emoções e expressões faciais, o que é crucial para o desenvolvimento neurocomportamental. Os bebês carregados geralmente ouvem mais linguagem. Quanto mais palavras um bebê ouvir, mais palavras ele dirá quando criança.

O sling melhora ligação materno-infantil e apego pela produção de ocitocina. O forte vínculo materno-infantil promove melhores cuidados ao bebê e diminui a incidência de depressão pós-parto.

O Sling ajuda a se exercitar! Carregar o bebê durante o dia é um excelente treino para os pais, e uma ótima maneira de entrar em forma depois da gravidez. Com o bebê amarrado a você, cada passo dado pela casa ajuda a exercitar as pernas, as costas e o abdômen. À medida que o bebê ganha peso, a intensidade do treino aumenta lentamente.

Previne a Plagiocefalia é o termo médico para uma assimetria no crânio dos bebês além da habitual, geralmente provocada pela posição constante em que a criança é colocada para dormir ou fica a maior parte do tempo. A cabeça acaba ficando com um formato ovalado para um dos lados.

Referência:

https://childrensmd.org/browse-by-age-group/newborn-infants/should-you-wear-a-baby-sling/