Se preparando para amamentar

Durante a gestação o bebê vive em total inconsciência alimentar, pois é nutrido pelo cordão umbilical.  Após o nascimento, o bebê vai buscar, no aconchego do colo materno, reviver as sensações que tinha no útero. E a amamentação será o acolhimento, a proteção e o vínculo.  Amamentar é doar-se por inteiro àquele novo ser e proporcionar uma adaptação tranquila após nascimento.

Para isso, a mãe necessita estar bem informada e preparada para saber amamentar e auxiliar o seu bebê.

Organizei este artigo com respostas para algumas perguntas frequentes das gestantes.

  • Como podemos preparar o seio para amamentar?

Em geral, não é aconselhável passar bucha no seio, pode lesionar a pele. Não passe creme hidratante na região dos mamilos. O recomendado é deixar as mamas expostas ao sol, sem sutiã, por 15 minutos. Nos horários até 10 horas da manhã ou após às 16 horas.

  • Qual melhor Sutiã?

O recomendado é  usar um sutiã que seja confortável, de algodão, tenha alças largas e uma boa sustentação, não tenha ferro para não machucar os seios e que os seios fiquem totalmente dentro do sutiã.

  • Formato dos mamilos podem influenciar na amamentação?

Durante a gestação, os hormônios vão preparando as mamas para amamentação. É importante auxiliar o bebê na “pega” ao seio materno que não deve ser somente na região dos mamilos. A mãe deve estimular o bebê para abrir a boca de forma que fique visível uma pequena região da aréola.

  • Quanto tempo deve ser cada mamada?

Recomenda-se mamadas frequentes, sem horário e duração pré-determinados (livre demanda), ou seja, o bebê deve mamar sempre que demonstrar sinais de fome.

  • Quais são os sinais de fome?

O bebê coloca as mãos na boca, abri a boca em busca da mama, faz movimentos de sucção e o choro.

Convido você, para curtir nosso blog e os canais nas redes sociais para acompanhar as publicações com informações sobre amamentação, prevenção de acidentes na infância e outros temas pertinentes ao cuidado na infância.

Abraço.

A Shantala auxilia no relaxamento e no sono do bebê.

Frederick Leboyer, médico obstetra francês que trouxe a técnica da massagem para o ocidente em 1970, conta que em Calcutá a mais abandonada de todas as cidades da Índia, numa bela manhã de sol, encontrou Shantala, sentada no chão, massageando seu bebê. A massagem parecia um ritual, lento e harmônico e com toque firme.  O nome Shantala, é em homenagem a mãe que estava massageando seu filho. O médico pediu permissão para fotografar os passos da massagem e publicou em seu livro.

É indicada para bebês a partir de um mês de vida, auxilia a criança a relaxar, eliminar tensões, bloqueios e insônia. Proporciona segurança e eleva auto-estima, equilibrando os sistemas energético e emocional. Também atua em disfunções orgânicas como cólica e prisão de ventre, entre outros benefícios (Nardo et al, 2014). A Shantala é uma terapia complementar simples, acessível, de baixíssimo custo para promoção e atenção em saúde, fortalecendo o vínculo mãe – bebê. Técnica inserida na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares Portaria nº 971/GM/MS, de 03 de maio de 2006, a partir das Portarias: Portaria 145, de 11 de janeiro de 2017/MS e Portaria 849, de27 de março de 2017/MS.

O ideal é realizar diariamente, após o primeiro mês de vida, antes do banho, a massagem no bebê com óleo vegetal, o tempo da massagem varia em torno de 20 a 30 minutos. É muito importante que o ambiente esteja aquecido, tranquilo e que a mãe tenha tempo para curtir esse momento com o bebê sem cuidar o relógio. O olho no olho e a interação entre os dois são fundamentais para o bebê. A técnica da massagem tem como princípio a circulação energética, o carinho, tato e o brincar. Alivia a cólicas e a agitação do bebê além de serem ideais para transmitir segurança e confiança, sentimentos que serão guardados nas suas lembranças e irá influenciar suas relações com o mundo. Quem recebe amor, aprende a retribuir com amor, se tornando adultos equilibrados e tranquilos. A massagem de origem indiana e milenar é a comemoração da vida e do amor, é uma forma da mãe transmitir ao seu filho a segurança do ventre e nutrir este ser para desenvolver-se saudavelmente seu corpo físico, mental e emocional. O toque na pele é a primeira comunicação com o mundo. As mães na Índia acreditam que para o bebê, ser acariciado, massageado, amado, é tão importante quanto ser amamentado. Esse aprendizado é passado de mãe para filho (a).

Benefícios da Shantala para o bebê:

– Fortalece o sistema imunológico;

– Alivia tensões e ansiedade;

– Desenvolvimento motor e emocional;

– Reforço do vínculo e da segurança;

– Ajuda no crescimento de relações saudáveis;

-Promove sono tranquilo e alívio das cólicas;

– Aumenta a percepção corporal, relaxamento e prazer.

Abraço,

Enf. Michele Ferreira

Consultoria na amamentação e sono do bebê

 

Canções de ninar acalmam a mãe e o bebê.

A música pode ter um papel  fundamental  no desenvolvimento dos bebês. Segundo um estudo da Universidade de Toronto Mississauga, canções de ninar acalmam mães e bebês simultaneamente.

Durante a pesquisa, as mães cantaram “Brilha, Brilha, Estrelinha” olhando diretamente para seus bebês e variavam entre tons para acalmar e animar a criança.

Ao analisar o comportamento de ambos, concluiu-se que ao entoar as canções em volume baixo e mais lentamente, mães e bebês se acalmavam.

No decorrer da história temos filósofos, médicos e educadores estudando os efeitos sedativos e curativos da música, principalmente na primeira infância. Os bebês são ouvintes muito sofisticados, o canto dirigido ao bebê é considerado importante no desenvolvimento infantil porque influencia na comunicação e interação dos bebês e seus responsáveis.

O uso da música e do canto tem beneficiado bebês prematuros e sob risco de vida. Música nas incubadoras dos bebês prematuros têm auxiliado na estabilização dos níveis de saturação de oxigênio, na redução de perda de peso, na redução de estresse e na redução de dias de hospitalização.

Mamães e papais cantem para seus bebês, pois eles entendem de música.

Puerpério: Tornado de transformações.

O puerpério é o período após o parto em que o corpo da mulher está retornando às condições pré-gravídica.

É um momento em que podem estar presentes uma miscelânea de sentimentos ambíguos, como por exemplo, estar se sentindo contente e ao mesmo tempo, podendo estar insegura e deprimida.  Às vezes esses sentimentos são vividos em segredo, não sendo compartilhado, tampouco extravasado. É um período temporário de organização psíquica, é considerado perfeitamente normal.  O cansaço natural unido ao tornado de hormônios do puerpério pode ocasionar a falta de libido e vontade de reclusão. As pesquisas referem que em torno de 70% das mulheres passam por disfunções sexuais neste período. Resultam da combinação de fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais, resultando em um bloqueio total ou parcial da resposta sexual, relacionada ao desejo, a excitação e ao orgasmo.

A gestação, o parto e o puerpério se configuram como uma experiência única e imprescindível na vida dos casais. Entretanto, para a mulher, tendem a ser mais abrangentes, já que elas vivenciam também alterações fisiológicas importantes no contexto da sexualidade.

Ao mesmo tempo em que estão vivendo a experiência de amor incondicional, passam a conviver com determinadas dificuldades, tais como: a dificuldade ao retorno sexual, pela diminuição da libido, submetendo-se por vezes a prática sexual apenas para cumprir com os deveres conjugais; exaustão devido a rotina diária dos cuidados com o filho e vergonha pelos novos contornos corporais, que passa a prejudicar inclusive sua autoestima.

Falar sobre sexualidade é falar de nossas emoções, nossas relações com as outras pessoas e nossos desejos. É uma forma de expressão, comunicação e afeto que se manifesta a todo o momento, seja por meio de um gesto, de um olhar ou de uma ação. É a energia que nos motiva a encontrar o amor, o contato e a intimidade e que se constrói passo a passo, a partir do momento em que nascemos. Precisamos conversar abertamente sobre o puerpério e suas transformações. Buscar apoio e saber que é possível ter ferramentas para minimizar os problemas que podem surgir. Conversar com o companheiro sobre seus sentimentos e informa-lo sobre o que vão precisar se apoiar e passar juntos.

 Romper com os tabus e mitos, sem julgamentos!

Dia 16 de Janeiro às 19h no Dado Bier do Bourbon Country em Porto Alegre, teremos um encontro para mulheres. Vamos abordar temas como sexo, relacionamento, puerpério, dar dicas para preparar o jantar romântico.

Contato: (51)9 8405-6323 Michele

92% das mães relataram problemas nos primeiros dias da amamentação.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que 92% das mães relataram problemas nos primeiros dias da amamentação. Elas tiveram dor, mamilos doloridos, não conseguiam fazer o bebê sugar e se preocuparam se estavam produzindo leite suficiente.

Brooke Scelza, uma antropóloga da Universidade de Los Angeles (EUA), teve dificuldades em amamentar seu filho e quis pesquisar outras culturas onde as mães são conhecidas pelo sucesso na amamentação: Himba, um deserto no norte da Namíbia. Ali vive um grupo étnico isolado das cidades modernas, as mães ainda têm seus filhos em casa, e todas amamentam. As mães da região fazem a amamentação parecer coisa fácil. Elas carregam os bebês nas costas e quando eles choram, o pegam, alimentam, e devolvem às costas, diz a pesquisadora.
Scelza e sua equipe pensaram em várias hipóteses para explicar esta facilidade das mães da Namíbia em amamentar, as mães do vilarejo ficam com os filhos nos braços assim que eles nascem, sem nenhum tipo de restrição.

Scelza entrevistou 30 mulheres do grupo para entender melhor suas experiências com a amamentação, especialmente nos primeiros dias depois do nascimento. Sua descoberta é que 60% delas passam pelas mesmas dúvidas e desconfortos que as mães ocidentais, mas que recebem informações preciosas de suas próprias mães.

“Quando as mulheres esperam pelo bebê, elas costumam ir para a casa das mães ainda no terceiro trimestre da gestação, e ficam ali por meses depois do nascimento”, explica ela. A avó da criança mostra tudo que a mãe de primeira viagem precisa saber para cuidar do recém-nascido.

“Suas mães geralmente dormem com elas na cabana a partir do nascimento, e acordam a nova mãe dizendo: ‘está na hora de alimentar seu bebê!’”, conta a pesquisadora.

A hipótese mais provável deste estudo de observação é que não há instinto natural e simples de entrar em ação, mas sim a presença de uma professora 24 horas por dia, todos os dias.

A antropóloga Meredith Small, no livro Our babies, ourselves: how biology and culture shape the way we parent, refere que se o bebê é retirado dos braços da mãe nas primeiras horas de vida, o processo todo pode ser prejudicado.
Após nascimento do bebê, manter em contato pele a pele e estimular aleitamento materno é fundamental para o sucesso da amamentação.
Este estudo revela o quanto é importante apoio da família,  amigos, companheiro, profissionais da Saúde  para as mães se sentirem seguras e confiantes.
Fonte:

A importância da Shantala para auxiliar no desenvolvimento saudável do bebê

Frederick Leboyer, médico obstetra francês que trouxe a técnica da massagem para o ocidente em 1970, conta que em Calcutá a mais abandonada de todas as cidades da Índia, numa bela manhã de sol, encontrou Shantala, sentada no chão, massageando seu bebê. A massagem parecia um ritual, lento e harmônico e com toque firme.  O nome Shantala, é em homenagem a mãe que estava massageando seu filho. O médico pediu permissão para fotografar os passos da massagem e publicou em seu livro.

O ideal é realizar diariamente, após o primeiro mês de vida, antes do banho, a massagem no bebê com óleo vegetal aquecido, o tempo da massagem varia em torno de 20 a 30 minutos. É muito importante que o ambiente esteja aquecido, tranquilo e que a mãe tenha tempo para curtir esse momento com o bebê sem cuidar o relógio. O olho no olho e a interação entre os dois são fundamentais para o bebê. A técnica da massagem tem como princípio a circulação energética, o carinho, tato e o brincar. Auxilia a Prevenir cólicas e agitação do bebê além de serem ideais para transmitir segurança e confiança, sentimentos que serão guardados nas suas lembranças e irá influenciar suas relações com o mundo. Quem recebe amor, aprende a retribuir com amor, se tornando adultos equilibrados e tranquilos. A massagem de origem indiana e milenar é a comemoração da vida e do amor, é uma forma de a mãe transmitir ao seu filho a segurança do ventre e nutrir este ser para desenvolver-se saudavelmente seu corpo físico, mental e emocional. O toque na pele é a primeira comunicação com o mundo. As mães na Índia acreditam que para o bebê, ser acariciado, massageado, amado, é tão importante quanto ser amamentado. Esse aprendizado é passado de mãe para filha.

Benefícios da Shantala para o bebê:

– Fortalece o sistema imunológico;

– Alivia tensões e ansiedade;

– Desenvolvimento motor e emocional;

– Reforço do vínculo e da segurança;

– Ajuda no crescimento de relações saudáveis;

-Promove sono tranquilo e alívio das cólicas;

– Aumenta a percepção corporal, relaxamento e prazer.

Benefícios para quem aplica a Shantala:

– Estabelece vínculo;

– Desenvolvimento de habilidades para tocar no bebê;

– Promove conhecimento do corpo do bebê;

– Aprende comunicação de sentimentos pelo toque;

– Atua favoravelmente no combate às cólicas do bebê;

– Entra no clima da massagem e diminui seu estresse.

Referencial Bibliográfico:

Leboyer, Frederick. Shantala massagem para bebês: Arte tradicional. Tradução de Luiz Roberto Benati e Maria Silva Cintra Martins. São Paulo: Ground, 1995.

Veríssimo, Manuela; Bárcia, Sônia. A importância da massagem do bebé para as atitudes face à maternidade. Rev. Psicologia, Saúde & Doenças v.11 n.2 Lisboa: 2010. Disponível em: <http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862010000200008> Acessado em 10 de setembro de 2017.

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Consultoria em Aleitamento Materno

A chegada do bebê é um momento mágico de transformação e muito amor. A amamentação é o alimento recomendado desde o nascimento até os 6 meses de vida do bebê.
Com o início da amamentação, podem surgir alguns probleminhas! É muito importante solicitar a visita da consultora em aleitamento o quanto antes e resolver qualquer dificuldade para que o momento da amamentação seja total conexão da mãe com o bebê.
Entre em contato: (51) 9 8405-6323
Michele Ferreira
Enfermeira Neonatal
Coren RS 156370
Consultora em Aleitamento Materno